domingo, 20 de novembro de 2011

20 de Novembro Dia da Consciência Negra para Negros, Índios, Brancos e Mestiços.


20 de novembro, Dia da consciência Negra e eu acrescentaria mestiça também. Hoje antes de tudo é um dia para refletirmos sobre a imensa desigualdade étnico-racial que ainda insiste em permanecer no nosso país e àqueles que acham o dia uma "besteira" e divulgam o mito de uma democracia racial, peço que olhem a sua volta, analisem o contexto e percebam que essa igualdade de oportunidades não existe.

O racismo hoje ganhou alguns nomes, talvez na intenção de esconder-se, talvez não, todavia hoje ele também é chamado de Bullying, assedio moral, discriminação social, etc., mas no final vamos ver quem é a imensa maioria que sofre com essas "novas" formas de discriminação?

Ah! Vocês vão me dizer, mas não são apenas os negros que sofrem isso. É verdade, eu concordo, mas essa afirmação vai melhorar ou diminuir o sofrimento de quem padece com isso?

Já vi atitudes racistas passíveis de denuncia legal serem classificadas como assedio moral, onde ainda não há uma criminalização regulamentada e, portanto mais fácil de “fugir” da pena, pois o crime de racismo é imprescritível e inafiançável.

A mesma coisa acontece na escola. Convencionaram-se, até inconscientemente, tratar as atitudes racistas de alunos como casos de Bullying. Não estou afirmando que o racismo na escola não seja Bullying, ele é! Entretanto tanto o agressor quanto a vitima não enxerga, ou não percebe, o caso como racismo e isso mascara o problema.

Desde 2003 a lei 10.639 define a obrigatoriedade do ensino de História e cultura afro-brasileira nas escolas e o Art. 79-B. afirma que o calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’, infelizmente no Brasil existe uma cultura de “lei que pega” e “lei que não pega” e a 10.639 é uma que ainda não pegou efetivamente. O que vemos são atitudes isoladas de professores que militam pela causa, ou quando a decisão vem “de cima” as escolas se mobilizam com cartazes cheios de letras belas e papel crepom, mas que após as apresentações são jogados no lixo e o que foi dito eventualmente esquecido, perpetuando um ciclo de discriminação e preconceito velado.

Não é essa a prática pedagógica que vai fazer a diferença, as Pedagogias de combate ao racismo e a discriminação devem ser atitudes permanentes e não apenas de um dia.

O Racismo imprime marcas negativas na subjetividade dos negros e também na dos que os recriminam e não é apenas em um dia que apagaremos séculos de preconceito racial e cultural.


As Ações da escola devem ser elaboradas com o objetivo de educação das relações étnico/raciais positivas para só assim fortalecer entre os negros e despertar entre os brancos a consciência negra, sim, pois não adiantará só uma parcela da população compreender isso.

O caminho para acabarmos com o racismo está quando negros e não negros; índios e não índios; além de mestiços de todas as etnias finalmente perceberem que todos somos Diferentes e ao mesmo tempo Iguais.

E esse é o grande desafio da escola neste século: Trabalhar a Igualdade em meio as Diferenças.

Até a próxima.^ ^



                                              

Nenhum comentário:

Postar um comentário