domingo, 1 de julho de 2012

Luto...EU LUTO.


Luto...


Certa vez assistir uma série de TV em que a protagonista começava descrevendo as cinco fases do luto: Negação, Raiva, Barganha, Depressão e Aceitação. Na época minha irmã que é da área de saúde havia me dito que eles estudavam isso na faculdade, lembro-me que fiquei impressionada e comecei analisar: será que ocorria assim mesmo? Minha curiosidade de historiadora me levou a algumas pesquisas e achei tudo àquilo fascinante.
Passados anos desse episódio eu me encontro na situação descrita, a dor de perder um ente querido é imensurável, você toma atitudes que dizia que não seria capaz, se sente inútil e necessária ao mesmo tempo. Sente Dor, Raiva, Medo tudo ao mesmo tempo. A confusão é algo presente e ao mesmo tempo em que se deseja ser forte, por dentro você está despedaçada.
Minhas impressões sobre o luto são confusas, não consigo identificar fase nenhuma e ao mesmo tempo sinto todas. E apesar de acreditar que somente o tempo é o único remédio, antes de curar ele machuca, maltrata e nos prega peças.
Em um instante você parece bem, caminhando para superar, no outro você desaba em lágrimas e se pergunta o que está acontecendo, você não controla seu corpo e ele progressivamente vai adoecendo, mas sua mente é forte e você se obriga a viver entrando em conflito consigo mesmo e aí outro sentimento te atinge em cheio: Você é merecedor disso? É justo que você ria? Que você saia? Você não deveria está em depressão? Triste? Você é merecedor da vida?
Então você volta a lutar tua mente e teu corpo não te pertencem, pertencem ao tempo, à sucessão de dias que torna um cada vez pior que o outro.
Cada dia é pior que o outro, tenha certeza disso, até que sua mente se acalme, o conflito se acabe, o corpo reaja e a vida prevaleça.
Palavras, amigos, familiares, ajudam e atrapalham... Ajudam mais que atrapalham, mais ainda assim o Luto é uma guerra que se luta sozinho, talvez daí venha o nome:
EU LUTO. 
Cada dia uma batalha, cada batalha uma vitória, cada vitória uma certeza que a vida continua e continuará mesmo depois que a tua guerra pessoal seja perdida.

Evoeh turminha.

sábado, 26 de maio de 2012

A marcha das Vadias!

Faz tempo que não escrevo, motivos os de sempre: Trabalho, cansaço,  desânimo, depressão.
Mas hoje sou obrigada a escrever, impelida a falar sobre a 1º Marcha das Vadias em São Luís do Maranhão.
 

Para quem não tá entendendo nada A marcha das Vadias, não é um movimento em prol a vadiagem e a 'piriguetagem', muito menos tem como musa a Suélen da Avenida Brasil, a marcha A Marcha das Vadias, ou Slut Walk, é um movimento internacional de mulheres criado em abril de 2011 na cidade de Toronto, no Canadá, em resposta ao comentário de um policial que orientou as universitárias de uma faculdade a pararem de se vestir como vadias diante do aumento dos casos de estupro naquele campus. A partir desta Marcha, diversas manifestações nos mesmos moldes, ocorreram em mais de 30 cidades, em diversos países – como Suécia, Nova Zelândia, Inglaterra, Estados Unidos, Nicarágua, e Brasil.
A marcha é acima de tudo um movimento contra a opressão feminina, o machismo e a misoginia, esses males crescem em números assustadores no país apesar de não divulgados, só para se ter uma ideia  no Direito Penal se estuda a vitimologia, pois é, quando a vítima contribui de alguma maneira para o cometimento de uma infração penal a pena pode ser abrandada por causa de seu comportamento, o exemplo disso é a roupa que a mulher veste quando é abusada sexualmente. 

EM OUTRAS PALAVRAS VOCÊ QUERIA SER ESTUPRADA! A CULPA É SUA!


 
Acreditar que temos um mundo de igualdade de gênero é muita ingenuidade, eu mesma já fui ‘convidada’ a dá meu espaço como professora do ensino médio a um homem porque, segundo a direção, Ele tinha mais ‘pulso’ para tratar com os adolescentes e eu tenho um perfil melhor para o ensino fundamental. Traduzindo: por você ser mulher você sabe lhe dá com as crianças, por ele ser homem ele sabe lhe dá com os maiores.


ORA DESDE QUANDO O GÊNERO MEDE SUA COMPETÊNCIA?!


Mas observem queridos leitores quantas professoras de História estão no ensino médio nas escolas privadas de São Luís? Façam esse pequeno exercício e depois comentem aqui! Tenho certeza que a diferença será gritante e posso garantir que não é porque elas querem ganhar menos para ficar com as crianças é que o espaço onde se ganha mais é controlado por homens e você tem que batalhar, se mostrar duplamente melhor para ultrapassar as barreiras e as ‘tradições’ que consolidam os lugares de homens e os lugares de mulheres.
A marcha das vadias vem para nos alertar que isso acontece diariamente, que mulheres ainda sofrem violência física e simbólica cotidianamente e que a sociedade prefere mascarar esses eventos. Quando denunciamos e gritamos sobre as injustiças que sofremos somos chamadas de loucas e o mito de “no Brasil isso não acontece” prevalece, quando pedimos ajuda porque um namorado, um marido, um ex-companheiro nos ameaça somos taxadas de exageradas! Um exemplo? No caso de Elisa Samudio, a juíza do Juizado de Violência Doméstica que recebeu a denúncia em novembro, negou seu pedido de proteção alegando que não cabia a aplicação da Lei Maria da Penha, uma vez que ela teve com Bruno apenas uma relação eventual e que a Lei teria o objetivo de proteger a família. O exame que comprovou que Elisa havia tomado substância abortiva só foi realizado 8 meses depois, ela já estava desaparecida. No caso de Mercia Nakashima a policia demorou a ir atrás de Misael mesmo a família afirmando que ele a ameaçava porque um ‘Dr. Advogado’ não podia ser suspeito.

PARA QUEM NÃO SABE OU NÃO ACREDITA:


 

A lei e a Justiça deveriam proteger a mulher, sem estabelecer julgamentos moralistas, a mulher que é vítima de todo o machismo reproduzido por nossa sociedade. Vítima da violência praticada pelo pai, namorado, marido, ex-companheiro ou qualquer outro homem. A marcha está aí, não concordo com o seu nome, apesar entender o porque dele, como o próprio manifesto da marcha afirma:


 

Discordo do nome por que acho que ele afasta muito mais que agrega, muitas mulheres que são a favor da luta o repelem antes mesmo de conhecer o movimento, daí a nossa dificuldade, eu mesmo da primeira vez que ouvir o nome imaginei que fosse mais uma campanha que denegrisse a imagem da mulher, felizmente eu procurei me informar e estou aqui hoje dando minha contribuição explicando o que é e qual seu objetivo. 
Não podemos ficar calada diante de nossa opressão, se não puderem ir não abandonem a campanha, Divulguem-a:
A marcha não é só para mulheres é também para homens de coragem que sabem que um mundo de igualdade todos andam lado a lado.

PORTANTO FAÇAM SUA PARTE, EU ESTOU FAZENDO A MINHA!




 Evoeh!

domingo, 25 de março de 2012

400 anos de São Luis e a perseguição do 'E se"


Nesse ano em que são Luis completa 400 anos todo o marketing se volta para a festividade, sei que há muito a se comentar por essa ocasião, principalmente por que temos tanto a refletir, a criticar, a denunciar, tanto a se fazer antes de comemorar qualquer coisa...

Não vou me eximir de falar das mazelas de São Luis, da falta de políticas públicas que a cidade não recebe e desse governo apócrifa e fascista que temos a frente da prefeitura. Tudo isso será falado a seu momento;
Mas hoje eu resolvi falar do marketing dos 400 anos que se espalha pela cidade.
As empresas estão entupindo a cidade com seus outdoors e busdoors sobre a “festa”. Temos de tudo, crianças com camisa de casarões, restaurantes exaltando a culinária e até jacarezinhos e esquilinhos enlouquecidos por reformas em casarões.
Mas de todos o que mais me chateou foi à falta de sensibilidade de um curso de inglês. Na ânsia de promover o que acham que é o melhor para a cidade, acabaram por desmerecer nossa história. 
Se a gente tivesse chegado antes muita coisa seria diferente

Evidentemente se tivéssemos sido colonizados pelos ingleses estaríamos em uma situação diferente, mas quem garante que seria melhor?

Seriamos um novo EUA? Ou estaríamos como o Sudão, Quênia, Nigéria, Uganda ou mesmo a Somália, afinal eles também foram colônias inglesas.

Mas ninguém comenta a destruição que os ingleses fizeram por lá não é verdade?

Só posso dizer que o curso, ou melhor, a equipe publicitária, foi extremamente infeliz em sua estratégia de marketing, se o alvo era demonstrar a necessidade do inglês em um mundo globalizado, ele não alcançou seus objetivos, a propaganda passa a ideia que uma cultura é melhor que a outra e hoje essa visão preconceituosa é muito combatida e tenta ser substituída pela exaltação da diversidade;

Seria tão difícil fazer uma campanha assim? Respeitando as diferença e mesmo assim atraindo cliente? Acho que não, já que este outro curso, também de inglês, compreendeu muito bem a globalização que vivemos:

 

O mundo não fala só inglês, mon ami.

Há ainda outdoor que diz: O mundo não fala só inglês, mi amigo. 
Referindo-se ao curso de espanhol.  


Existem outras culturas e precisamos da diversidade e não é renegando ou nos lamentando de nossa colonização que cresceremos. Se quisermos um país diferente o processo de mudança é agora.

Nossos 400 anos não é para lamentarmos por sermos a cidade mais portuguesa do Brasil, não é nem para lembrarmos-nos das glorias do passado, se é que existiram, mas sim advertir que temos sonhos futuros e para que eles sejam alcançados é necessário transformar o presente!

No ano em que completamos 400 anos, temos a chance de eleger um novo governo municipal, uma nova câmara de veadores, temos a chance de mudar, não vamos deixar que nos escape, não vamos nos lamentar pelo que não fomos mas vamos acordar para o que podemos ser.

Filosofia barata? Pode ser... Mas ainda são essas palavras  que podem ser usadas para, quem sabe, comemorar 401 anos bem mais felizes que esses 400 de agora.




Evoeh para todos.

sábado, 10 de março de 2012

Decisão, Duvida e Tempo...


Sabe talvez a coisa mais difícil do mundo seja tomar decisões... 

Principalmente aquelas em que você se ver em uma encruzilhada devendo escolher um só caminho e ter de conviver com a sensação do 'e se'

Nessas ocasiões tudo que você quer é uma resposta, uma solução... Você corre atrás de amigos, família, namorado, ex-namorados, horóscopo, cartas, sinais de fumaça, enfim! qualquer coisa que possa te aliviar do fardo da decisão. 

Você lê, escuta a todos, reza a Deus... Mas no final é você, e somente você! Quem toma a decisão.

Se existisse um mito sobre a Decisão como existe sobre o amor e a loucura, esse mito com certeza colocaria essa “deusa” como um ser sinistro e belo, mas sarcástico e que ri da nossa cara todas as vezes que temos de enfrentá-la. 
Logicamente que a Decisão carregaria consigo sua irmã gêmea a Dúvida e juntas se divertiriam em maltratar simples mortais. Decisão e Dúvida seriam seres temidos e, portanto referenciados. Os mortais rezariam para que essas irmãs se separassem, pois sozinhas ela adquirem outra personalidade bem mais benéficas a sociedade.

A Decisão sem a dúvida te engrandece, fortalece e te traz certezas e mudanças, mesmo quando continua a mesma coisa. A Dúvida sozinha te impele a questionar, pesquisar, não te deixa estático e assim também te faz crescer e fortalecer, mas o difícil é separá-las e por isso os mortais sofrem!

Se Decisão e Dúvidas tivessem um mito talvez esse as representasse bem, talvez eu esteja só jogando pedras na lua, divagando... Mas nas últimas duas semanas eu tive que tomar várias decisões, daquelas em colocar em cheque tuas ideologias, teu valores, tua visão de certo e errado por isso o post de hoje é sobre essa duas que não me deixaram dormir direito. 
Se eu tomei as decisões corretas, só o tempo poderá me dizer.

E por mais que eu concorde com Caetano Veloso quando diz: 
“tempo, tempo, tempo és um dos deuses mais lindos” 
às vezes ele também ganha ares de vilão ou herói, mas isso é outra história....

Evoeh para vocês

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Discriminação contra leitura?! Sim é possível. Até onde vai o preconceito!



"Existe uma piada antiga que diz que um homem acordou nos dias de hoje, depois de 100 anos dormindo.
Sendo assim, era como um viajante do tempo visitando o futuro. É claro que se encantou com tudo que viu no mundo. Pessoas andando pelas ruas e falando sozinhas, com equipamentos Bluetooth presos na orelha; crianças sentadas no sofá movimentando personagens numa tela de cristal liquido através de um tipo de controle remoto; homens que estariam mortos em outra época, sobrevivendo com marca-passos cardíacos. Aeroportos, shoppings, hipermercados, hospitais, tudo o surpreendia.
Até que ele entrou numa sala de aula e disse: “-Ah! Isso aqui é uma escola! Eram exatamente assim na minha época!"

Eu considero a piada acima de extremo mau gosto para os educadores, há quem a considere uma crítica para as mazelas da escola hoje, pode até ser, mas a escola de hoje não é a mesma de séculos atrás.



Estamos em realidades diferentes, pessoas diferentes, tempos diferentes!

Fico extremamente triste e preocupada quando ouço pessoas falando do passado escolar como se ele fosse ótimo e não tivesse seus problemas. Fico mais preocupada ainda quando vejo professores abraçando-se na bandeira do passado e renegando o próprio presente, confundindo avanços tecnológicos, transformações naturais na cultura como ameaça à tradição e bons costumes.


Falo isso porque fui surpreendida por uma matéria em um dos blogs literários que acompanho, cacadoradelivros no qual ela chama atenção para o preconceito com o qual um texto publicado no Portal Literário tratou os blogs de divulgação de livros e literários. Em seu texto a autora refere-se a esse blogs de divulgação, principalmente de literatura fantásticas, infanto juvenil e afins como:


" epidemia sacrossanta! [...] – por jovens nascidos entre final dos anos 80 e início dos 90. Anos marcados por uma literatura frugal e inconsistente! " 

Gostaria muito de saber que referencial teórico a autora usou para  definir como frugal e inconsistente duas décadas de produção!

Será que por frugal ela se referiria a Rubens Fonseca, ou a Moacyr Sciliar que segundo Alfredo Bosi   inauguram uma literatura brutalista, critica da ordem social vigente? Ou quem sabe ela chama de inconsistente as obras  de José Saramago, Pierre Bourdieu ou Michel Foucault, pois se não estou equivocada ambos escrevem nessas décadas.

Mas o problema maior não é a década, o texto está centrado em denigrir e discriminar blogs que propagam a literatura infanto juvenil, Segundo a autora:

"que mensagens, que conhecimentos, que moral, que lição de vida essas asneiras “antalógicas” podem fazer a mente de jovens sem estrutura familiar como os de hoje? Sinceramente, a meu ver, seria preferível que não lessem mais a ler tais impropérios disseminados por esses ditos Blogs literários. 

Pois afinal livros como Harry Potter e afins não podem trazer nada de bom a nossa juventude que não seja o prazer de ler e a formação de leitores, não é verdade?

Em meus anos como professora nunca vi tantos alunos lendo, como quando estreou a série de Harry Potter; pude acompanhá-los e ver como o livro adolescente ajudou a amadurece-los como leitores e hoje eles podem escolher entre tantos outros gêneros.

Como professora jamais preferiria que meus alunos não lessem só porque não gosto de suas leituras, como ser humano solidário e militante contra o preconceito jamais impediria meus semelhantes, crianças ou não, de ler o que os deixa feliz.

Como Historiadora sei que esse tipo de preconceito contra tipos diferentes de leituras provocou o Index durante a Santa Inquisição e a destruição de livros durante a Ditadura militar no Brasil, e tantos outros episódios históricos nos quais alguém achou que devia escolher o que a juventude podia e devia ler.

Agora a autora desse texto questiona claramente a atuação de blogs que desejam propagar o gosto pela leitura em uma sociedade que ler tão pouco, apenas pelo fato delas não manterem uma apologia ao clássicos!

Mas será realmente que crianças de 10 a 13 anos estão maturadas suficientes para lerem e entenderem Euclides da Cunha, Eça de Queiroz, Machado de Assis? Será que se eu os obrigar a ler os clássicos eles serão leitores melhores? Minha experiencia diz que não, diz que eles já devem ser leitores experientes para compreender a grandiosidade destes autores e experiencia vem com a prática, vem lendo!

Afinal por que não podemos mudar? a educação e as leituras tem que ser iguaizinhas aos dos séculos passados? Ninguém mais tem autorização para criar, pois afinal  os gênios clássicos já contaram tudo que devia ser dito?
A leitura, literatura e educação, assim como retratou a piada do inicio deste post, devem ficar estagnadas no tempo aquém de toda a transformação na sociedade?


É assim que se conquistam novos leitores? é assim que se conscientiza? Não acho que não.

Me recuso a compactuar com essa idéia preconceituosa, e faço votos para que meus alunos leiam, tudo que for parar em suas mãos as coisas boas e as ruins também, para que eles formem sua própria opinião, para que eles saibam separa o joio do trigo.


E sim! continuarei apoiando todo tipo de literatura infanto juvenil que faça meus alunos ávidos por tv, internet e afins se debruçarem por oras a fio lendo livros com mais de 500 paginas como são o livros de Harry Potter, Peacy Jackson e tantos de outros de literatura fantástic
a, quanto aos "erros" ou "anacronismos"  que esses e outros livros possam vir a ter não se preocupem é ai que começa meu papel como professora, é ai que começa o papel de qualquer professor e adulto próximo de uma criança que está começando a se tornar uma leitora, discutindo o que eles já sabem, mostrando outras formar de ver, apresentando outras verdades e principalmente afirmando que todo conhecimento é válido e que toda leitura é válida.

Fernanda Araujo esse post é para você, que assim como eu e tanto outros caçadores e caçadoras de livros, autores de Blogs literários lutam para promover e democratizar a leitura.



EVOEH a todos!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Hoje é Carnaval...


Para quem gosta de carnaval ótimo! Mas e quem não gosta?


Não me enquadro em nenhum dos quesitos, não é que não goste de carnaval, lembro-me até que na infância participava dos bailinhos, me fantasiava e tudo, mas na adolescência a coisa mudou, cheguei a ir algumas vezes na Madre Deus, com um grupo de amigos mas foram poucas vezes, a medida que fui amadurecendo o carnaval como conheço começou a ficar cada vez mais distante, os tumultos, os beijos indesejados, o perigo, as músicas... 
Tudo aos meus olhos começou a ficar incrivelmente aterrorizador, mas os dias de folgas continuaram fantásticos, meu carnaval começou progressivamente a ficar mais calmo, nem por isso menos divertido.

No carnaval costumo visitar amigos para assistir filmes, fazer churrasco e até beber um pouquinho, nada de exageros, brincamos a nossa maneira e isso é muito legal.

Não tenho vontade de está nas ruas, mas não recrimino quem vai, do mesmo modo acho no mínimo preconceituoso quem me taxa de chata ou de "crente" só por que não curto o carnaval como a massa faz.

Ora quer dizer que não há meio termo? Se não estou na folia é porque sou protestante? Deveria ir para um retiro espiritual?

Há pessoas que sentem-se bem em fazer isso e eu acho louvável, é uma momento de alegria e sim já participei de vários retiros, nenhum no carnaval, mas sei o quanto é bom está com pessoas que pensam parecido com você, mas isso não que dizer que o outro, por ser diferente é o errado. O mundo não é uma dicotomia que você só pode escolher entre dois lados, nós somos bem mais complexos que isso.

Se bem me lembro o carnaval festeja, também, a diversidade portanto por quê estranhar formas diferente de vivenciá-lo?

Se eu quero foliar, deixa!


Se eu quero me espiritualizar, deixa!


Se eu quero o equilíbrio entre as duas coisas por quê não?

Deixe-se levar por aquilo que te faz feliz! E não esteriotipize quem o faz diferente de você.

Esse é o segredo de uma boa festa, não importa o tipo. Sem preconceitos é Melhor e de fato fato feliz;



Tenham um bom Carnaval de todas as formas que você preferir!


Evoeh!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Coleções...

Coleção de DVD's e estatuas egípcias
Coleção de DVD's e estatuas egípcias
Cenas do Egito Antigo
Sabe aqueles momentos em que você não sabe ao certo por que, mas precisa desesperadamente de determinado objeto apenas para apreciá-lo? Sabe aquele sentimento de felicidade quando você coloca lado a lado os objetos de sua apreciação? ou ainda você já foi alvo das célebres frase: você vai comprar mais um desse? mas você já tem tantos?  mas pra que isso? Cuidado isso tá virando um vício!

Pois é, se você já sentiu ou ouviu alguma coisa das descrita acima, meus parabéns (ou será pêsames) você está no seleto clube dos colecionadores.
Coleção de garrafinhas de coca-cola

 Segundo o olho que tudo ver e tudo sabe (Google) que nos direcionou a Wikipédia, Colecionador é o indivíduo ou instituição que faz coleção dos mais variados objetos. 

É certo que esse conceito é muito ínfimo para nos descrever, ser colecionador é algo difícil de explicar, não é só guardar coisas é a sensação de vê-las justas, é a vontade e o desafio de terminar algo que na maioria das vezes não tem fim, e é bem ai que reside o problema de um colecionador, pois a pequena sensação de felicidade que colecionar nos traz também pode nos levar a transtorno realmente sérios como o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), que é muito mais comum do que se imagina.

Colecionar é algo bom, prazeroso, desenvolve habilidades como perseverança, paciência, ordenação, memória, mas como tudo na vida não deve ser levada ao extremo. Aquela vontade que eventualmente sentimos para adquirir um objeto colecionável é comum, mas quando ela não pode ser controlada é sinal de compulsividade e aí companheiro é pulo para o transtorno.

Escrevi esse post porque sou uma colecionadora, as fotos legendadas que foram postadas são algumas peças de minhas coleções pessoal ( é eu tenho muitas coleções), incentivo meus alunos a colecionar algo que gostem pois acredito nas coisas boas que isso podem trazer, mas como educadora também é meu dever alertar para que fiquem muito atento a sua manias, converse com outros colecionadores, troque experiencias e aprenda a se conhecer e observar quando é hora de parar, assim você continua mantendo um hábito saudável e não atravessa a fronteira da sanidade.

Coleção de sapinhos


EVOEH a todos!